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domingo, 6 de novembro de 2011


“E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre.” (Miguel Sousa Tavares)

“E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre.”

sexta-feira, 4 de novembro de 2011


Não leve a mal se lhe digo que teria sido melhor não a ter conhecido, afinal. Teria sido melhor nunca me ter perdido no seu olhar, nos seus gestos, na sua voz, na sua inteligência, no seu corpo. Teria sido melhor não levar daqui este peso na alma que segue junto com as bagagens, este peso da memória que dias inteiros e noites a fui me há-de perseguir lá, no Equador. Teria sido melhor que nunca nada tivesse acontecido que faz com que até o fim dos meus dias viva a pensar como teria sido uma vida inteira vivida ao seu lado. (Miguel Sousa Tavares)

Não leve a mal se lhe digo que teria sido melhor não a ter conhecido, afinal. Teria sido melhor nunca me ter perdido no seu olhar, nos seus gestos, na sua voz, na sua inteligência, no seu corpo. Teria sido melhor não levar daqui este peso na alma que segue junto com as bagagens, este peso da memória que dias inteiros e noites a fui me há-de perseguir lá, no Equador. Teria sido melhor que nunca nada tivesse acontecido que faz com que até o fim dos meus dias viva a pensar como teria sido uma vida inteira vivida ao seu lado.